terça-feira, 15 de junho de 2010

Lenda de Abrantes

Consta que era alcaide do castelo um velho mouro chamado Abraham Zaid. Abraham tinha uma filha a que chamara Zahara e um filho bastardo, de uma cativa cristã, a que pusera o nome de Samuel. Ninguém sabia, porém, que Samuel era filho do velho alcaide, nem o próprio rapaz. Assim, viviam os dois jovens apaixonados e o velho sentindo crescer em si, dia a dia, uma angústia terrível, antevendo a hora em que seria obrigado a revelar o seu segredo.
Um dia, diz a História, os cristãos foram pôr cerco ao castelo. A hoste era comandada pelo aguerrido Afonso Henriques, que trazia consigo vários cavaleiros e monges. Do Mosteiro do Lorvão trouxera o Rei um velho e sábio monge beneditino para o aconselhar os assuntos espirituais. De algures, de um local qualquer do reino, trouxera um cavaleiro cheio de ideais e de força guerreira, chamado Machado.
Finda a batalha e conquistado o castelo, Samuel foi aprisionado por Machado. Na confusão do saque da debandada moura, o cavaleiro, que acabara de desarmar Samuel, viu um peão perseguindo Zahara com intuitos evidentes de violação, e, entregando o prisioneiro a dois vigias, correu em auxílio da moura. Com um forte empurrão derrubou o soldado, que estava ébrio, e amparando Zahara foi entregá-la à custódia do velho beneditino, até que se acalmassem os ânimos exaltados pelo sangue, pelo saque e pelo vinho.
Quando o cavaleiro Machado retomou o seu posto, ia como que alheado. Ficara fascinado pela beleza da moura, estranhamente parecida com uma imagem de Nossa Senhora dos Aflitos que sua mãe lhe dera ao morrer e que ele, devotamente, trazia sempre consigo. Por outro lado, impressionara-o a repentina recordação de um sonho que vinha tendo frequentemente e no qual, ao escalar os muros de um castelo, se via salvando uma donzela com que se casaria. Tudo isto contribuía para o alheamento do jovem cavaleiro, que, se não fossem as suas obrigações de guerreiro, decerto se teria quedado em enternecida contemplação da bela Zahara.
Entretanto, D. Afonso Henriques, querendo remunerar os serviços prestados naquela batalha pelo seu bastardo D. Pedro Afonso, deu-lhe o senhorio do castelo e nomeou-o seu alcaide-mor. Pedro Afonso, porém, desejava partir com o pai para Torres Novas e, por isso, decidiu delegar a alcaidaria no cavaleiro Machado.
O Rei, antes de partir, mandou que o monge ficasse no castelo como guardião das almas, ordenou-lhe que entregasse a prisioneira a Abraham e tomou todas as medidas necessárias à segurança da vila.
Assim que a hoste se desvaneceu ao longe, na poeira, o cavaleiro Machado, feliz por ficar como alcaide do castelo, apaixonado por Zahara, preparou-se para conquistar o seu coração utilizando os meios permitidos pelo código de honra da cavalaria, ou seja, os modos corteses e suaves. Mas Zahara, que adorava Samuel, sentia uma espécie de rejeição cada vez que o cavaleiro se aproximava de si. E, para não fazer qualquer gesto mais brusco que comprometesse a boa paz em que viviam, pedia conselhos ao pai e ao velho monge. O frade, como confessor do cavaleiro, bem sabia o amor que ele tinha pela donzela, e, como bom observador, compreendia que nas evasivas de Abraham existia qualquer coisa de estranho. Por isto, procurava conciliar toda a gente e assegurava a Zahara a honradez e nobreza de sentimentos do jovem alcaide.
Samuel, porém, não conseguia viver em paz. Os ciúmes irrompiam nele à mínima alusão, ao mínimo gesto, sem que conseguisse controlar-se. E, na sua insegurança, tão depressa acatava as palavras conciliatórias de Abraham e do monge, como ficava possuído pelo demónio da Loucura, que o obrigava a cometer insânias.
Zahara acreditava que Samuel estava compenetrado do seu amor e da sua fidelidade e pensava, por isso, que as acções destrambelhadas do rapaz provinham da mudança de situação para vencido de guerra. Assim, certa tarde em que tentava reconciliá-lo com o alcaide, perguntou ao pai como deveria proceder se o cavaleiro viesse procurá-la e ele não estivesse em casa: deveria manter a porta fechada como se não estivesse ninguém, ou recebê-lo-ia?
Abraham, julgando ver nesta pergunta um novo intuito de ofensa ao alcaide do castelo, para evitar mais problemas, respondeu:
-Nada temo nem receio da tua virtude, minha filha. E confio também na honradez do alcaide. Abre antes a porta!
Samuel, porém, ao ouvir estas palavras perdeu o domínio de si e correu para a rua, gritando como louco:
- Abre antes! Abre antes!
A vizinhança acorreu, uns aos postigos, outros às vielas, a saber o que aquilo era, e Samuel, enlouquecido de ciúmes, contava a história à sua maneira, deixando agravados o alcaide, Zahara, Abraham e o próprio monge.
Conta a lenda, ainda, que Samuel acabou por cair de cansaço e de febre. Uma vez bom de saúde, Abraham juntou-os e contou-lhes a verdade sobre o nascimento do rapaz. Assim ficaram a saber que eram irmãos e que a mãe de Samuel fora uma bela cativa cristã que certo dia chegara a Tubuccí chorando um noivo que deixara na sua terra, chamado João Gonçalves.
Rolaram lágrimas silenciosas pelas faces envelhecidas do frade beneditino. Ele fora esse João Gonçalves que, vendo a noiva desaparecer, crendo-a perdida para sempre, entrara para o Mosteiro do Lorvão. Pediu o monge a Abraham dados sobre essa cativa, para se certificar de que a mãe de Samuel fora a sua amada noiva. E vendo que os dados coincidiam, tomou o rapaz a seu cargo, conseguindo pô-lo ao serviço do Rei de Portugal.
Machado e Zahara acabaram por casar, depois de os mouros se terem feito cristãos, e dentro das muralhas da velha Tubuccí reinou, finalmente, a harmonia.
E, segundo reza a lenda, em memória do febril acesso de loucura de Samuel, Tubucci passou a ser chamada Abrantes.


segunda-feira, 14 de junho de 2010

Hoje é feriado


O feriado municipal celebra, a 14 de Junho, o dia de elevação de Abrantes à categoria de Cidade.

Abrantes é uma localidade muito antiga, dizem que o seu castelo foi conquistado aos mouros por D. Afonso Henriques em 8 de Dezembro de 1148. Abrantes passou a ser cidade em 14 de Junho de 1916. “Quando Portugal for República, Abrantes será cidade”, esta frase foi uma promessa dos dirigentes republicanos num comício em Abrantes quando Portugal ainda era uma monarquia.

Podem ouvir a Lenda de Abrantes "Zahara - a moura" AQUI.

domingo, 13 de junho de 2010

Book Sports

Este foi um trabalho sobre os desportos feito nas aulas de Inglês com a professora Cristina.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Parabéns à Jéssica

No concurso de desenho "A dádiva benévola anónima de sangue" quem ganhou o primeiro prémio do primeiro ciclo foi a nossa colega Jéssica. O desenho podia ser com os materiais que quisessemos por exemplo: bocados de revistas, aguarelas, lápis de cor...

A Jéssica fez o seguinte desenho:


Está muito giro mas nós somos todos uns grandes artistas! E estamos todos de parabéns.

Estes foram os presentes que a Jéssica recebeu.

Para participar neste concurso e fazer os desenhos tivemos de saber algumas coisas sobre o sangue:

O sangue é obtido através de dádivas voluntárias e não remuneradas, efectuadas por pessoas em excelentes condições de saúde.

Uma dádiva de sangue consiste na colheita de cerca 450 ml de sangue. É uma quantidade que pode ser doada com segurança por pessoas com mais de 50kg de peso.

Os glóbulos vermelhos, as plaquetas e o plasma têm pesos diferentes. Quando o sangue total é centrifugado estes componetes ocupam níveis diferentes no saco onde foi colhido.

Os tratamentos contra o cancro atingem as células malignas mas também as células boas e por isso muitas vezes torna-se necessário transfundir plaquetas.

Todo o sangue colhido é analisado, obrigatoriamente e por diferentes métodos para rastreio de doenças transmissíveis, entre os quais: vírus da sida, vírus da hepatite B, víros da hepatite C, Sífilis.

Para além destas, são efectuadas análises para determinação do grupo sanguínio e testes de controlo de qualidade para garantir a segurança de todos os componentes sanguínios.



Obrigado à mãe do Henrique que nos deu vários folhetos sobre o sangue para nós aprendermos estas coisas.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Dia do Agrupamento

Hoje foi o Dia do Agrupamento por isso foi dia de actividades para todos nós.

Na sala de matemática.

Exposição dos nossos trabalhos.

No laboratório a fazer experiências.

A receber os diplomas de participação no concurso dos Dadores de Sangue
(Sexta feira teremos novidades sobre este concurso!)

Já falámos de:

dias especiais (50) trabalhos da escola (31) formação cívica (24) expressão plástica (18) matemática (17) língua portuguesa (16) estudo do meio (15) Natal (13) efemérides (13) trabalhos da turma (13) formação pessoal (10) ambiente (9) histórias (9) visita de estudo (9) leituras (7) O nosso corpo (6) concursos (6) Outono (5) Primavera (5) poemas (5) reciclagem (5) 25 de Abril (4) 28 palavras (4) dia da mãe (4) gravações (4) início (4) segurança na internet (4) Portugal (3) Páscoa (3) animais (3) apresentação (3) desenhar (3) família (3) futuro (3) informações (3) música (3) natureza (3) presente (3) vídeos (3) História de Portugal (2) Liberdade (2) Plano Nacional de Leitura (2) Tic (2) alimentação (2) carnaval (2) dia da criança (2) dia do pai (2) escola (2) escrita criativa (2) escritores (2) final de ano (2) frases de vida (2) jogos (2) livros (2) pintores (2) provérbios (2) regresso (2) simetria (2) solidariedade (2) sólidos geométricos (2) água (2) HagáQuê (1) Implantação da República (1) Restauração da Independência (1) Selo (1) Verão (1) adjectivos (1) alunos (1) ano novo (1) astronomia (1) banda desenhada (1) biografias (1) caligramas (1) cortiça (1) dia do agrupamento (1) educação física (1) enigmas (1) espectáculos na escola (1) estudar (1) filmes (1) férias (1) horas (1) lendas (1) medidas de comprimento (1) meios de comunicação (1) mudanças (1) números decimais (1) obras (1) participação dos pais (1) passado (1) poesia (1) professores (1) provas de aferição (1) rios (1) segurança (1) sementeiras (1) tangram (1) textos (1) ângulos (1)

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