Este blog nasceu em 25 de setembro de 2009. Desde então várias Borboletas por cá passaram.
Este ano letivo serão 23 a esvoaçar por aqui.
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terça-feira, 14 de dezembro de 2010
domingo, 12 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Quando eu nasci
Quando eu nasci nunca tinha visto nada.
Só um escuro, muito escuro na barriga da minha mãe.
Quando eu nasci nunca tinha visto
O sol, nem uma flor, nem uma cara.
Eu não conhecia ninguém,
nem ninguém me conhecia a mim.
Quando eu nasci não sabia o que era o mar,
nem que existiam florestas ,
nem que havia um mundo com montanhas e praias.
Quando eu nasci nunca tinha visto um passarinho,
Nem sabia que havia animais com penas,
outros com escamas,
e outro com pêlo, como meu cão.
Quando eu nasci
nunca tinha brincado com pedras
nunca tinha mexido na terra
nem feito túneis na areia.
As minhas mãos nunca tinham tocado em nada,
só uma na outra.
Quando eu nasci nem sonhava que havia céu
e que o céu mudava de cor e que as nuvens eram tão bonitas
Quando eu nasci era tudo novo. Tudo por estrear.
Os meus olhos ficaram espantados
quando descobriram que todas as coisas
eram feitas de uma cor.
A cor encarnada das cerejas.
A cor verde dos jardins.
A cor azul que pinta o fundo do mar.
A cor amarela do meu chapéu.
A cor castanha de alguns passarinhos.
A cor branca das nuvens.
A cor preta quando se apaga a luz.
A minha boca ficou espantada
quando descobriu do que era capaz:
De chorar muito alto.
De rir com vontade.
De chamar as coisas pelo seu nome.
De dizer palavras feias e bonitas.
De dar beijinhos
e deitar a língua de fora.
De provar leite, sopa,
iogurtes e frutas.
De saborear todos os sabores.
O meu nariz também
ficou surpreendido…
Logo no dia em que eu nasci,
espantou-se com a força com que puxava o ar para dentro
do meu corpo. A partir de então, nunca mais parou.
A toda a hora, a toda o segundo,
traz-me ar fresquinho e cheiros novos.
Há uns de que eu gosto muito:
O cheiro do colo da minha avó.
O cheiro da papas de manhã.
O cheiro das tintas da minha escola.
O cheiro do meu champô.
O cheiro das férias, quando chega o Verão.
Lá dentro, na barriga da minha mãe,
tinham-me já chegado algumas vozes,
o som de alguns instrumentos...
Mas eu podia lá imaginar...
Que as ondas falam para cá e para lá.
Que as árvores quando
o vento canta, cantam também.
Que é tão bom quando alguém
nos fala baixinho ao ouvido.
Que uma coisa quando cai
ao chão faz um estrondo.
E que uma folha
quando pousa faz só: plic
Quando eu nasci as minhas mãos
começaram logo a perguntar:
O que é isto? Quem és tu?
E desde estão nunca mais pararam,
a abrir e a fechar portas.
Com elas já aprendi
que há coisas macias
e outras que picam.
Que há coisas quentes
e outras frias.
Que há coisas
Que se podem desmanchar
E que têm lá dentro outras coisas.
E que essas coisas, por sua vez,
Podem continuar a desmanchar-se,
Vezes e vezes sem fim…
Com as minhas mãos chego
a todos os lugares
e quando não consigo lá chegar,
ponho-me em biquinhos dos pés.
Porque os meus pés quando
eu nasci, ainda não sabia como andar.
Mas aprenderam depressa
e desde então levam-me a toda a parte,
fazem-me correr e dançar e dar saltos no colchão.
Quando eu nasci
não sabia quase nada.
Agora, pelo menos,
uma coisa aprendi:
Ainda há um mundo inteiro
Por conhecer,
Milhões e milhões de coisas e lugares
onde as minhas mãos nunca chegaram.
Milhões e milhões de respostas
escondidas
milhões e milhões de cores
que eu nunca vi
e de cheiros e de sons e de sabores.
Mas uma coisa também é certa:
Todos os dias descubro
Sempre mais um bocadinho.
E isso é a coisa
Mais fantástica que há!
Só um escuro, muito escuro na barriga da minha mãe.
Quando eu nasci nunca tinha visto
O sol, nem uma flor, nem uma cara.
Eu não conhecia ninguém,
nem ninguém me conhecia a mim.
Quando eu nasci não sabia o que era o mar,
nem que existiam florestas ,
nem que havia um mundo com montanhas e praias.
Quando eu nasci nunca tinha visto um passarinho,
Nem sabia que havia animais com penas,
outros com escamas,
e outro com pêlo, como meu cão.
Quando eu nasci
nunca tinha brincado com pedras
nunca tinha mexido na terra
nem feito túneis na areia.
As minhas mãos nunca tinham tocado em nada,
só uma na outra.
Quando eu nasci nem sonhava que havia céu
e que o céu mudava de cor e que as nuvens eram tão bonitas
Quando eu nasci era tudo novo. Tudo por estrear.
Os meus olhos ficaram espantados
quando descobriram que todas as coisas
eram feitas de uma cor.
A cor encarnada das cerejas.
A cor verde dos jardins.
A cor azul que pinta o fundo do mar.
A cor amarela do meu chapéu.
A cor castanha de alguns passarinhos.
A cor branca das nuvens.
A cor preta quando se apaga a luz.
A minha boca ficou espantada
quando descobriu do que era capaz:
De chorar muito alto.
De rir com vontade.
De chamar as coisas pelo seu nome.
De dizer palavras feias e bonitas.
De dar beijinhos
e deitar a língua de fora.
De provar leite, sopa,
iogurtes e frutas.
De saborear todos os sabores.
O meu nariz também
ficou surpreendido…
Logo no dia em que eu nasci,
espantou-se com a força com que puxava o ar para dentro
do meu corpo. A partir de então, nunca mais parou.
A toda a hora, a toda o segundo,
traz-me ar fresquinho e cheiros novos.
Há uns de que eu gosto muito:
O cheiro do colo da minha avó.
O cheiro da papas de manhã.
O cheiro das tintas da minha escola.
O cheiro do meu champô.
O cheiro das férias, quando chega o Verão.
Lá dentro, na barriga da minha mãe,
tinham-me já chegado algumas vozes,
o som de alguns instrumentos...
Mas eu podia lá imaginar...
Que as ondas falam para cá e para lá.
Que as árvores quando
o vento canta, cantam também.
Que é tão bom quando alguém
nos fala baixinho ao ouvido.
Que uma coisa quando cai
ao chão faz um estrondo.
E que uma folha
quando pousa faz só: plic
Quando eu nasci as minhas mãos
começaram logo a perguntar:
O que é isto? Quem és tu?
E desde estão nunca mais pararam,
a abrir e a fechar portas.
Com elas já aprendi
que há coisas macias
e outras que picam.
Que há coisas quentes
e outras frias.
Que há coisas
Que se podem desmanchar
E que têm lá dentro outras coisas.
E que essas coisas, por sua vez,
Podem continuar a desmanchar-se,
Vezes e vezes sem fim…
Com as minhas mãos chego
a todos os lugares
e quando não consigo lá chegar,
ponho-me em biquinhos dos pés.
Porque os meus pés quando
eu nasci, ainda não sabia como andar.
Mas aprenderam depressa
e desde então levam-me a toda a parte,
fazem-me correr e dançar e dar saltos no colchão.
Quando eu nasci
não sabia quase nada.
Agora, pelo menos,
uma coisa aprendi:
Ainda há um mundo inteiro
Por conhecer,
Milhões e milhões de coisas e lugares
onde as minhas mãos nunca chegaram.
Milhões e milhões de respostas
escondidas
milhões e milhões de cores
que eu nunca vi
e de cheiros e de sons e de sabores.
Mas uma coisa também é certa:
Todos os dias descubro
Sempre mais um bocadinho.
E isso é a coisa
Mais fantástica que há!
Texto de Isabel Martins
Etiquetas:
língua portuguesa,
poemas
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Restauração da Independência
Portugal, com a morte de D Sebastião ficou com um problema de sucessão, e sem herdeiros.
Quem se aproveitou desta situação foi o rei de Espanha, D. Filipe II que invadiu Portugal.
Portugal perdeu a independência, e os espanhóis dominaram durante 60 anos.
No dia 1 de Dezembro de 1640 os Portugueses revoltaram-se e expulsaram os espanhóis.
Tornamo-nos independentes novamente.
Quem se aproveitou desta situação foi o rei de Espanha, D. Filipe II que invadiu Portugal.
Portugal perdeu a independência, e os espanhóis dominaram durante 60 anos.
No dia 1 de Dezembro de 1640 os Portugueses revoltaram-se e expulsaram os espanhóis.
Tornamo-nos independentes novamente.
Natacha Rodrigues
3.º ano
No século XVII havia um rei chamado D. Sebastião que morreu com apenas 23 anos e como não tinha filhos vieram os reis de Espanha governar Portugal.
Os portugueses não gostaram desta situação, já estavam fartos, tinham vontade de mudar, queriam novamente a Independência. Então em segredo prepararam uma revolução que aconteceu no dia 1 Dezembro de 1640 e onde expulsaram os Espanhóis. Quando perceberam que ganharam gritaram: viva o rei D. João IV! O Duque de Bragança é o nosso rei!
Maria Ferreira
3.º ano
Num dia de muito frio, uma castanha ia a casa da amiga tartaruga.
- Olá minha amiga tartaruga, sabes que dia é hoje?
- Claro é quarta-feira!
- Não, é dia da Restauração da Independência!
- Que, que do quê?
- Repete comigo: Restauração da Independência.
- Mas o que é que isso?
- Tudo começou quando D. Sebastião foi para guerra.
- Então devia ser muito forte!
- Não se trata disso, ele só gostava de guerra era muito mimado.
- Ah, sim!
- Sim senhora.
- Mas olha, sabes que ele morreu na Batalha de Alcácer Quibir, no Norte de África?
- Não, mas já me estás a assustar.
- Vês agora já é tarde, já não te posso contar a história.
- Que pena, não faz mal, amanhã contas.
No dia seguinte…
- Olá, como estás? – perguntou a tartaruga
- Eu estou bem! Mas eu ia a tua casa.
- Sim ias, mas eu despachei-me e vim
- Vamos lá continuar. Sabes que se aproveitaram da morte de D. Sebastião?
-Sim, sim eu já sei. Foram os Espanhóis. Foi o Filipe II o Filipe III e o Filipe IV. – disse a tartaruga.
- Pois foi.
- Boa acertei. – disse contente a tartaruga.
- Mas sabes, depois voltámos a ser independentes. Os Portugueses revoltaram-se contra esta situação e em 1 de Dezembro de 1640 puseram fim ao reinado do rei espanhol e escolheram D. João IV, Duque de Bragança, como novo rei.
O dia 1 de Dezembro passou a ser comemorado todos os anos, como o dia da Restauração da Independência de Portugal, uma vez que o trono voltou para um rei português.
Joana Passarinho
3.º ano
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Restauração da Independência
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Nossa Senhora da Conceição
A 8 de Dezembro comemora-se o dia de Nossa Senhora da Conceição padroeira de Portugal. Durante muitos anos, era neste dia que se comemorava o dia da Mãe.
Para agradecer a Nossa Senhora a Restauração da Independência de Portugal, em 1 de Dezembro de 1640, el-rei D. João IV fez uma cerimónia solene, em Vila Viçosa, no ano de 1646. Nesta cerimónia o rei consagrou toda a Nação à protecção da Virgem Maria e declarou que tomava a Virgem Nossa Senhora da Conceição por padroeira do Reino de Portugal. Perante a imagem de Nossa Senhora da Conceição, depôs a coroa real a seus pés como reconhecimento pela protecção eficaz na libertação do domínio espanhol.
A partir dessa data, mais nenhum rei português usou coroa na cabeça, por se considerar que só a Virgem tinha esse direito. Nos quadros onde aparecem reis ou rainhas, a coroa está pousada ao lado, sobre uma mesa, num tamborete ou almofada de cetim.
"Nas cortes celebradas em Lisboa no ano de 1646 declarou el-rei D. João IV que tomava a Virgem Nossa Senhora da Conceição por padroeira do Reino de Portugal, prometendo-lhe em seu nome, e dos seus sucessores, o tributo anual de 50 cruzados de ouro. Ordenou o mesmo soberano que os estudantes na Universidade de Coimbra, antes de tomarem algum grau, jurassem defender a Imaculada Conceição da Mãe de Deus.
Foi por provisão de 25 de Março do referido ano de 1646 que se mandou tomar por padroeira do reino Nossa Senhora da Conceição. Comemorando este facto cunharam-se umas medalhas de ouro de 22 quilates, com o peso de 12 oitavas, e outras semelhantes mas de prata, com o peso de uma onça, as quais foram depois admitidas por lei como moedas correntes, as de ouro por 12$000 réis e as de prata por 600 réis.(...).
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