Mostrar mensagens com a etiqueta poemas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta poemas. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Dia Mundial da Paz

No primeiro dia de cada ano comemora-se o Dia Mundial da Paz. No nosso primeiro dia de aulas nós fizemos um poema, em conjunto, para lembrar esse dia.

Poema à Paz

A Paz é amor
felicidade e a paixão
que os nossos pais nos dão
do fundo do coração.

A Paz é o mar
num baloiço
a baloiçar.

A guerra acabou
o sol apareceu
a amizade começou
uma flor nasceu.

Uma andorinha a voar
com beijinhos e carinhos
lá em cima do céu
nos ensinou a amar.

A voar sem ninguém
ouviu um amigo além
cantar uma canção de embalar
e um abraço lhe quis dar.


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Cinco réis de gente

Cinco réis de gente
Vai sempre na frente
Dos outros que vão
Cedo para a escola;
Corpinho delgado;
O olhar mariola,
- Belos os cabelos,
Quantos caracóis !
Mas as mangas rotas
Nos dois cotovelos
São de andar no chão
Atrás dos novelos!
Os olhos dois sóis
Que alumiam tudo!
A mãe tecedeira
perdeu o marido,
mas vive encantada
Para o seu míudo

António Botto 

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Aquarela-caligramas

Hoje estivemos a ver este vídeo sobre o poema Aquarela.



E depois fizemos caligramas com algumas das palavras do poema


Ainda temos mais para mostrar fica para depois...
Gostámos muito da música e vamos pedir à professora Marina para nos ensinar a cantar melhor.
Também gostámos de fazer os caligramas.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Quando eu nasci

Quando eu nasci nunca tinha visto nada.
Só um escuro, muito escuro na barriga da minha mãe.

Quando eu nasci nunca tinha visto
O sol, nem uma flor, nem uma cara.
Eu não conhecia ninguém,
nem ninguém me conhecia a mim.
Quando eu nasci não sabia o que era o mar,
nem que existiam florestas ,
nem que havia um mundo com montanhas e praias.
Quando eu nasci nunca tinha visto um passarinho,
Nem sabia que havia animais com penas,
outros com escamas,
e outro com pêlo, como meu cão.

Quando eu nasci
nunca tinha brincado com pedras
nunca tinha mexido na terra
nem feito túneis na areia.
As minhas mãos nunca tinham tocado em nada,
só uma na outra.

Quando eu nasci nem sonhava que havia céu
e que o céu mudava de cor e que as nuvens eram tão bonitas
Quando eu nasci era tudo novo. Tudo por estrear.

Os meus olhos ficaram espantados
quando descobriram que todas as coisas
eram feitas de uma cor.
A cor encarnada das cerejas.
A cor verde dos jardins.
A cor azul que pinta o fundo do mar.
A cor amarela do meu chapéu.
A cor castanha de alguns passarinhos.
A cor branca das nuvens.
A cor preta quando se apaga a luz.

A minha boca ficou espantada
quando descobriu do que era capaz:
De chorar muito alto.
De rir com vontade.
De chamar as coisas pelo seu nome.
De dizer palavras feias e bonitas.
De dar beijinhos
e deitar a língua de fora.
De provar leite, sopa,
iogurtes e frutas.
De saborear todos os sabores.

O meu nariz também
ficou surpreendido…
Logo no dia em que eu nasci,
espantou-se com a força com que puxava o ar para dentro
do meu corpo. A partir de então, nunca mais parou.

A toda a hora, a toda o segundo,
traz-me ar fresquinho e cheiros novos.
Há uns de que eu gosto muito:
O cheiro do colo da minha avó.
O cheiro da papas de manhã.
O cheiro das tintas da minha escola.
O cheiro do meu champô.
O cheiro das férias, quando chega o Verão.

Lá dentro, na barriga da minha mãe,
tinham-me já chegado algumas vozes,
o som de alguns instrumentos...
Mas eu podia lá imaginar...
Que as ondas falam para cá e para lá.
Que as árvores quando
o vento canta, cantam também.
Que é tão bom quando alguém
nos fala baixinho ao ouvido.
Que uma coisa quando cai
ao chão faz um estrondo.
E que uma folha
quando pousa faz só: plic

Quando eu nasci as minhas mãos
começaram logo a perguntar:
O que é isto? Quem és tu?
E desde estão nunca mais pararam,
a abrir e a fechar portas.
Com elas já aprendi
que há coisas macias
e outras que picam.
Que há coisas quentes
e outras frias.
Que há coisas
Que se podem desmanchar
E que têm lá dentro outras coisas.
E que essas coisas, por sua vez,
Podem continuar a desmanchar-se,
Vezes e vezes sem fim…

Com as minhas mãos chego
a todos os lugares
e quando não consigo lá chegar,
ponho-me em biquinhos dos pés.
Porque os meus pés quando
eu nasci, ainda não sabia como andar.
Mas aprenderam depressa
e desde então levam-me a toda a parte,
fazem-me correr e dançar e dar saltos no colchão.

Quando eu nasci
não sabia quase nada.
Agora, pelo menos,
uma coisa aprendi:
Ainda há um mundo inteiro
Por conhecer,
Milhões e milhões de coisas e lugares
onde as minhas mãos nunca chegaram.
Milhões e milhões de respostas
escondidas
milhões e milhões de cores
que eu nunca vi
e de cheiros e de sons e de sabores.

Mas uma coisa também é certa:
Todos os dias descubro
Sempre mais um bocadinho.
E isso é a coisa
Mais fantástica que há!


Texto de Isabel Martins

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Estudar

Estudar é muito importante, mas pode-se estudar de várias maneiras…
Muitas vezes estudar não é só aprender o que vem nos livros.
Estudar não é só ler nos livros que há nas escolas.
É também aprender a ser livres, sem ideias tolas.
Ler um livro é muito importante, às vezes, urgente.
Mas os livros não são o bastante para a gente ser gente.
É preciso aprender a escrever, mas também a viver, mas também a sonhar.
É preciso aprender a crescer, aprender a estudar.
Aprender a crescer quer dizer: aprender a estudar, a conhecer os outros, a ajudar os outros, a viver com os outros.
E quem aprende a viver com os outros aprende sempre a viver bem consigo próprio.
Não merecer um castigo é estudar.
Estar contente consigo é estudar.
Aprender a terra, aprender o trigo e ter um amigo também é estudar.
Estudar também é repartir, também é saber dar o que a gente souber dividir para multiplicar.
Estudar é escrever um ditado sem ninguém nos ditar; e se um erro nos for apontado é sabê-lo emendar.
É preciso, em vez de um tinteiro, ter uma cabeça que saiba pensar, pois, na escola da vida, primeiro está saber estudar.
Contar todas as papoilas de um trigal é a mais linda conta que se pode fazer.
Dizer apenas música, quando se ouve um pássaro, pode ser a mais bela redacção do mundo…

          Estudar é muito
                                               mas pensar é tudo!

José Carlos Ary dos Santos- (7/12/1937 - 18/1/1984) Lisboa

Já falámos de:

dias especiais (50) trabalhos da escola (31) formação cívica (24) expressão plástica (18) matemática (17) língua portuguesa (16) estudo do meio (15) Natal (13) efemérides (13) trabalhos da turma (13) formação pessoal (10) ambiente (9) histórias (9) visita de estudo (9) leituras (7) O nosso corpo (6) concursos (6) Outono (5) Primavera (5) poemas (5) reciclagem (5) 25 de Abril (4) 28 palavras (4) dia da mãe (4) gravações (4) início (4) segurança na internet (4) Portugal (3) Páscoa (3) animais (3) apresentação (3) desenhar (3) família (3) futuro (3) informações (3) música (3) natureza (3) presente (3) vídeos (3) História de Portugal (2) Liberdade (2) Plano Nacional de Leitura (2) Tic (2) alimentação (2) carnaval (2) dia da criança (2) dia do pai (2) escola (2) escrita criativa (2) escritores (2) final de ano (2) frases de vida (2) jogos (2) livros (2) pintores (2) provérbios (2) regresso (2) simetria (2) solidariedade (2) sólidos geométricos (2) água (2) HagáQuê (1) Implantação da República (1) Restauração da Independência (1) Selo (1) Verão (1) adjectivos (1) alunos (1) ano novo (1) astronomia (1) banda desenhada (1) biografias (1) caligramas (1) cortiça (1) dia do agrupamento (1) educação física (1) enigmas (1) espectáculos na escola (1) estudar (1) filmes (1) férias (1) horas (1) lendas (1) medidas de comprimento (1) meios de comunicação (1) mudanças (1) números decimais (1) obras (1) participação dos pais (1) passado (1) poesia (1) professores (1) provas de aferição (1) rios (1) segurança (1) sementeiras (1) tangram (1) textos (1) ângulos (1)

Contador

Este blog possui atualmente:
Comentários em Artigos!
Widget UsuárioCompulsivo

jjj